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Desaprovação a Lula cresce e vai a 53% com preocupação com economia e segurança
Paulo Figueiredo

Economia

Desaprovação a Lula cresce e vai a 53% com preocupação com economia e segurança

O aumento da desaprovação começou a ser sentido no final do ano passado principalmente por conta da disparada dos preços dos alimentos

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A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu no mês de fevereiro acima das avaliações de ótimo, bom e regular de acordo com a nova rodada da pesquisa Atlas Intel/Bloomberg divulgada nesta sexta (7). O levantamento aponta que problemas com economia, segurança pública e corrupção são os que mais preocupam os brasileiros neste começo do segundo biênio do petista.

O aumento da desaprovação começou a ser sentido no final do ano passado principalmente por conta da disparada dos preços dos alimentos, que fez o governo se mexer e correr atrás de medidas para conter a sangria da popularidade do presidente.

Segundo a Atlas Intel, a desaprovação a Lula chegou a 53% em fevereiro, contra 45,7% da aprovação. Em janeiro, estes índices eram de 51,4% e de 45,9%, respectivamente:


A Atlas Intel ouviu 5.710 pessoas entre os dias 24 e 27 de fevereiro, com margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e índice de confiança de 95%

A desaprovação a Lula também é maior com o detalhamento das avaliações da população: 50,8% o consideram como ruim/péssimo (aumento de 4,3 ponto percentual na comparação com janeiro), 37,6% como ótimo ou bom, 11,3% como regular e 0,4% não soube opinar.

A avaliação ruim foi registrada principalmente entre os homens, pessoas de 35 aos 44 anos, com ensino médio completo, evangélicos e aqueles com ganhos de R$ 3 mil a R$ 5 mil – a classe média que Lula tem dificuldade em dialogar.

Os entrevistados pela Atlas Intel também já veem o governo Lula com um desempenho um pouco pior do que o de Jair Bolsonaro (PL), porém dentro da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos: 49,4% de pior e 48,9% de melhor. Estes números se inverteram desde a pesquisa de janeiro, quando eram de 45,8% e 48,5%, respectivamente.

A pesquisa também revelou uma forte preocupação dos brasileiros com o desempenho econômico do governo, segurança pública e corrupção no poder, com mais da metade deles avaliando-o como péssimo:

Impostos e carga fiscal: 58%;
Responsabilidade fiscal e controle de gastos: 57%;
Segurança pública: 57%;
Justiça e combate à corrupção: 57%;
Saúde: 53%;
Relações internacionais: 52%;
Políticas sociais e redução da pobreza: 51%;
Investimentos e obras públicas: 51%.
Para 55% dos entrevistados, a situação econômica do Brasil está ruim e deve piorar para 47% deles. Isso se reflete na preocupação com a inflação, que diminui o poder de compra das famílias e que 46,5% dos entrevistados preveem uma menor aquisição de bens duráveis. Este número aumento 3,5 ponto percentual desde janeiro, enquanto que a intenção de mais compras vem caindo desde outubro do ano passado, de 31,3% para 26,1%.

O levantamento da Atlas Intel também mostra que o governo sofreu um forte desgaste em duas crises que tiveram grande repercussão pública, como a da taxação das compras internacionais até US$ 50 e a do aumento dos limites de fiscalização do Pix. Nestas, 64% e 56%, respectivamente, os entrevistados consideraram como um “erro”.

Há, ainda, uma preocupação “muito provável” de que o Brasil enfrente revelações de esquemas de corrupção ou fraude (52%) e aumento dos assassinatos por facções criminosas (46%) e de furtos e roubos (41%) nos próximos seis meses, segundo os entrevistados.

A pesquisa da Atlas Intel também fez uma projeção eleitoral para 2026 se a votação fosse hoje, apontando que Lula perderia para Bolsonaro numa disputa de segundo turno por 49% a 48%, e também para Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), por 49% a 47%.

FONTE/CRÉDITOS: Paulo Figueiredo
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