Uma reportagem do jornal The Telegraph, publicada nesta segunda-feira (31), revelou que uma criança – que tinha entre 3 e 4 anos - foi suspensa de uma creche pública do Reino Unido após ter sido acusada de “abuso contra a orientação sexual e identidade de gênero”.
De acordo com a publicação do jornal britânico, que citou dados coletados junto ao Departamento de Educação do país, a suspensão da criança ocorreu no ano letivo de 2022-2023.
O nome da creche responsável pela suspensão não foi divulgado nos dados acessados pelo The Telegraph. Conforme o jornal, com base nas estatísticas oficiais do Departamento de Educação, no mesmo período, aproximadamente 94 crianças do ensino primário foram suspensas ou expulsas de escolas públicas no Reino Unido por supostos comportamentos classificados como “homofobia ou transfobia”. Entre esses casos, estavam 10 alunos do primeiro ano e 3 do segundo ano, com idades que não ultrapassam 7 anos. O levantamento também aponta que 13 crianças com idades entre 4 e 5 anos receberam o mesmo tipo de penalidade disciplinar.
“De vez em quando, os extremos da ideologia de gênero produzem uma história que parece inacreditável, e uma criança ser suspensa de uma creche por suposta ‘transfobia’ ou homofobia é um desses exemplos”, disse ao jornal britânico Helen Joyce, jornalista e diretora de políticas públicas da organização Sex Matters, que combate a ideologia de gênero no Reino Unido. “Professores e diretores envolvidos nessa insanidade deveriam se envergonhar por projetar conceitos e crenças adultas em crianças tão pequenas. É imperdoável que a educação essencial nos primeiros anos de vida seja tão traumática e interrompida por gestores escolares que priorizam as exigências de ativistas em detrimento do bem-estar dos alunos”, afirmou.
A repercussão política do caso, que já está ocupado espaço em toda a mídia do país, levou até mesmo o esquerdista Partido Trabalhista, atualmente no poder, a se posicionar. Questionado por jornalistas, o porta-voz do atual primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, declarou que “obviamente, o premiê não apoia esse tipo de medida”. Ele também ponderou que “alunos e funcionários nunca devem ser alvo de abusos, mas qualquer ação para lidar com comportamentos deve ser proporcional.”
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