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Coalizão do governo de esquerda se rompe na Noruega em plena ascensão da direita soberanista
Paulo Figueiredo

Internácional

Coalizão do governo de esquerda se rompe na Noruega em plena ascensão da direita soberanista

Efeito Trump esquerda derretendo em todo mundo

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O ministro das Finanças da Noruega, Trygve Slagsvold Vedum, e líder do Partido do Centro anunciou nesta quinta-feira que abandona a coalizão governante liderada pelo primeiro-ministro, o trabalhista Jonas Gahr Store, por discordâncias com a adoção de três diretivas energéticas da União Europeia.

“Infelizmente, o que colocamos sobre a mesa não foi suficiente para que o Partido do Centro permaneça no Governo”, indicou Store em entrevista coletiva, acrescentando que o Partido Trabalhista assumirá as pastas de seu ex-parceiro de coalizão.

No total, oito ministérios serão afetados pela ruptura da coalizão bipartidária, entre eles Defesa e Justiça. A líder parlamentar do Partido do Centro, Marit Arnstad, aceitou que Store continue como primeiro-ministro, embora tenha afirmado que pedirão, da oposição, uma mudança nas políticas energéticas.

A crise da coalizão tem sua origem na aprovação de três diretivas que fazem parte do chamado quarto pacote energético da UE, que estabelece uma série de requisitos para aumentar a energia renovável e fomentar a construção com energia limpa.

O Partido do Centro, de linha eurocética e agrária, se negou a aceitar o pacote, argumentando que as diretivas dão ao bloco comunitário muito controle sobre a política energética nacional, segundo informou a emissora pública NRK.

“A ambição da UE é que eventualmente tenhamos um mercado elétrico comum em toda a Europa. Esta é uma boa ideia para os países que historicamente tiveram preços de eletricidade altos, mas uma péssima ideia para a Noruega, que historicamente teve preços de eletricidade mais baixos”, argumentou Vedum.

Ascensão da direita soberanista

Enquanto isso, cabe destacar que a direita soberanista —quarta nas pesquisas há apenas três anos—, já se encontra em primeira posição na grande maioria das pesquisas. No entanto, os trabalhistas caíram para o quarto lugar e o Partido do Centro à irrelevância política.

FONTE/CRÉDITOS: Paulo Figueiredo
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